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quarta-feira, 10 de julho de 2013

A vida é bela?

A vida tem os seus segredos... Será que, um dia, saberemos desvendá-los?
Acho que todos nós sabemos quais são os ditos, segredos da vida... Sabemos desde o nascimento, mas por  algum motivo, mudamos as regras da evolução humana. Devíamos ser, para sempre, crianças... pois é nessa época em que dominamos a conhecimento desses segredos. Fato... quantas vezes ouvimos, em nossa infância, que "a vida não é assim"? Essa simples frase nos rouba a sabedoria, isso porque, o adulto, homo laboral, nos impõe esse conhecimento, talvez porque, na sua vida, nada tenha sido fácil. O homem adulto já foi uma criança sábia,  porém, também esse foi privado de cultivar os segredos que adquiriu em seu nascimento pelos adultos de seu tempo...
Todo homem nasce pronto para ser feliz, com aptidão para ser mundo. Se as vivências de uma criança constroem a sua personalidade, jamais essa deveria ser educada por homens.Verdade, deveriam ser as crianças, a reeducar os homens, a reconstruir a raça humana.
O homem vê o mundo pela possessão, não mais satisfeito pelo seu compartilhar das suas belezas. O único ser capaz de organizar os seus pensamentos através da construção de novos conhecimentos, utiliza essa faculdade mental para adquirir bens. Mas o ter não tem limites... a criança tem o mundo, não necessita demarcá-lo para poder desfrutar do universo. É dona dos pássaros e dos animais que a rodeiam , parte da terra e da vegetação que colorem as suas vestes e pele, é dono da bondade e da fé. É criadora de belezas na sua simplicidade, capaz de enxergar amor e de transmitir paz. Mas há sempre um homem, a ditar-lhe o que pode e o que não pode, á ditar-lhe o que é e o que não é real, a mostra-lhe a dureza da vida que, em sua cegueira adquirida, também lhe foi imposta. O homem, nato e capaz de ser feliz, agora dita a moléstia da obrigação, do ter, do ser, do poder... Rouba da criança, a inocência e a sabedoria.
Dias atrás, me peguei falando sobre a razão da existência humana. O instinto animal humano, ainda não extinto nos ciclos que deveriam ser de evolução, ainda nos assolam... Passados mais de 3 milhões de anos, ainda nos defendemos do mundo como se fossemos presas das demais criaturas. Nós, que aprendemos dominar o fogo e a produzir os nossos alimentos, nós, que aprendemos os segredos da engenharia da vida, nós que aprendemos a domesticar os animais, nós ainda não evoluímos para a nossa verdadeira missão. Ainda somos primitivos, criaturas encurraladas como presas, da nossa própria ignorância. Temos um mundo inteiro e preferimos demarcar pequenos territórios, como se fossemos animais... temos conhecimentos, mas ainda impomos limite a nossa sabedoria ao contestar tantos outros saberes... temos uma energia interna de luz, mas cultuamos a carne, podre e finita, como se não fossemos eternos...
A vida é bela, apenas não temos coragem de assumir que pouco somos, assim como não temos a sabedoria para enxergar que somos tudo... O homem é tolo, desaprendeu o amor e ainda se da ao direito de deixar o homem ensinar as suas crianças. O homem é tolo, capaz de domesticar os animais e explorá-los, mas nunca de se deixar domesticar pelo mundo... O único ser capaz de viver sem a necessidade de exploração, capaz de construir uma nova espécie humana, se acua da própria ação de exploração. O homem é tolo, o único ser capaz de compreender o equilíbrio entre energia e matéria, cultua a matéria, finita, frágil, minúscula, e comercializa o espírito...
A vida é bela, mágica e doce... Mas o homem constrói etapas para essa vida conforme cresce... particiona a vida em peças, cada vez menores. Cria-se eventos, e para cada evento, cria uma infinidade de necessidades, que partilha os eventos  da vida em mais e mais eventos, cada qual com mais necessidades... O homem cresce, e se torna pequeno, cresce em conhecimento, mas perde a sabedoria... O homem cresce, amadurece, mas morre nulo, nas ações que não praticou. O homem cresce vivo, mas finda na certeza de que a vida, era simplesmente, a vida... É aí que ele se trona novamente sábio, quando vê que a única necessidade a que deveria ter se submetido, era a de viver, sua bela e única vida de infância...
Paz e luz...                 


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